Contextualização
O PDI da UFMS tem como diretrizes de pesquisa e pós-graduação: apoiar atividades de pesquisa com recursos para manutenção de Programas, projetos e grupos; incentivar o desenvolvimento de redes de pesquisa; expandir a pós-graduação com a implantação de novos Programas stricto sensu; expandir o Programa Institucional de Pós-Graduação no Centro-Oeste; implementar o Programa de Avaliação da Pesquisa e divulgação da produção científica; apoiar a divulgação da produção científica em revistas indexadas do padrão A ou similar no QUALIS/CAPES; estabelecer políticas para ampliar o número de vagas para concurso público.
O PPGCOM também está intrinsecamente relacionado ao desenvolvimento dos meios de comunicação em toda região Centro-Oeste do Brasil e mais particularmente de Mato Grosso do Sul. Desde sua implantação efetiva em 1979, o Estado experimenta um acelerado crescimento em seus aspectos econômicos e sociais. Movida por estes fatores, a mídia sul-mato-grossense também passa por expressivo avanço que pode tornar-se um pólo comunicacional frente a estados como São Paulo e Rio de Janeiro.
A estimativa é de que pelo menos 140 jornais são editados no estado. Eles atendem a demanda de informação de 2,6 milhões de habitantes com índice de alfabetização de 91% (IBGE 2013) e considerável renda per capta, fatores que credenciam esses cidadãos a potenciais leitores.
No sistema de rádio são 219 emissoras distribuídas em 56 municípios: 74 FMs, 56 AMs, quatro OTs, nove Educativas e 76 Comunitárias. Em televisão, são 15 emissoras comerciais de canal aberto e oito educativas. Neste sistema de comunicação destacam-se alguns conglomerados regionais como a Rede MS de Rádio e Televisão (afiliada à Rede Record), Rede Centro-Oeste de Rádio e TV (SBT), Rede Mato-grossense de Televisão (Rede Globo) e TV Guanandi (Bandeirantes), entre outros. Na Internet, o estado possui cerca de 400 cibermeios jornalísticos para um universo de 79 municípios. Somente na capital, Campo Grande são mais de 40 cibermeios jornalísticos.
De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD/IBGE 2007), do total de lares sul-mato-grossenses, 84,3% possuem aparelho de rádio, 94% de televisão, 86,6% de telefone fixo, 23,3% de microcomputadores, 16,7% de microcomputadores com acesso à Internet e 53,3% dispõem de aparelho de telefone celular. Esses índices colocam a informação, via meios eletrônicos, ao alcance de praticamente toda a população. Ou seja, são cidadãos sujeitos à influência cultural e ideológica disseminada pela mídia que forja uma nova cultura e identidade regionais a partir da visão desses grupos empresariais e perpassadas pela lógica capitalista, não necessariamente vinculada às tradições, aos interesses e às expectativas desses cidadãos.
No ensino de comunicação, somente a cidade de Campo Grande, a capital, conta com dez cursos em diferentes habilitações: Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (Jornalismo criado em 1989); Universidade Uniderp-Anhanguera (Jornalismo e Publicidade e Propaganda – 1998); Faculdade Estácio de Sá (Jornalismo e Publicidade e Propaganda – 2001); Universidade Católica Dom Bosco (Jornalismo e Radialismo – 1999), Publicidade e Propaganda e Relações Públicas – 1995). Em Dourados (MS), a Unigran mantém as habilitações de Jornalismo e Publicidade e Propaganda. Em Três Lagoas (MS), a Faculdades Integradas de Três Lagoas possui os cursos de Jornalismo e Publicidade/Propaganda, criados em 2006.
Em Cuiabá, a Universidade Federal de Mato Grosso implantou os cursos de Jornalismo, Radialismo e Publicidade e Propaganda em 1991.
Como resultado dessa estrutura de ensino, a estimativa é de que somente em Mato Grosso do Sul há cerca de 3 mil profissionais formados na área de comunicação. A expressiva maioria está concentrada na capital. Somente no curso de Jornalismo da UFMS são mais de 600 egressos, alguns deles atuando como professores em outros cursos de graduação em Jornalismo, e que até então não dispunham de um Mestrado na área para sua formação acadêmica como docente e pesquisador em Comunicação. Até então, os únicos Programas de Pós-Graduação em Comunicação de toda a região Centro-Oeste eram os da UNB (Mestrado e Doutorado), da Universidade Católica de Brasília (Mestrado) e da Universidade Federal de Goiás (Mestrado). Por essa razão, o sul-mato-grossenses que desejam realizar um mestrado em Comunicação tinham que se deslocar até o Rio de Janeiro, São Paulo ou Brasília. É neste contexto regional que se insere do PPGCOM em Comunicação da UFMS.
Atualmente o PPGCOM tem conceito avaliação 3 e realiza um conjunto de esforços para sua qualificação com vistas ao conceito 4 na próxima avaliação quadrienal.

